Mostrando postagens com marcador igreja. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador igreja. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Homofobia


Dadeus Grings, bispo da maior igreja cristã do mundo (a católica), voltou a manifestar sua visão medieval sobre o mundo. Depois de minimizar o holocausto judeu, a tentativa agora é relativizar a recente explosão de denúncias contra sacerdotes pedófilos. O objetivo aparente é tirar o foco da vítima real, a criança abusada, e tentar colocar a igreja católica em seu lugar. É absolutamente irrelevante se há mais ou menos pedófilos fora da igreja, todos devem responder criminalmente por esses crimes. A diferença é que a igreja católica, para salvar sua imagem, ativamente protegeu seus criminosos (permitindo a continuidade dos crimes), enquanto as verdadeiras vítimas não recebiam qualquer apoio (o que gerou até piada). Voltando ao tópico do post, Dadeus Grings, no melhor estilo sub-celebridade-falando-qualquer-coisa-para-chamar-a-atenção-da-mídia, nos presenteou com essas pérolas de ignorância:

"Menino brinca com menino, menina brinca com menina. Só depois, se não houve uma boa orientação, isso se fixa."

"Antigamente não se falava do homossexual. E era discriminado. Quando começaram, 'olha, eles têm direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco eles vão achar os direitos dos pedófilos, é o direito deles'. Não, isso é crime."
O ponto relevante é que algumas pessoas ocupam posições importantes na cadeia de formação de opiniões. É sua responsabilidade evitar que preconceitos e concepções errôneas sejam propagados. Ao não tomar cuidado, o que Dadeus tem feito é fomentar a intolerância, o que nada contribui para o tipo de sociedade que queremos.




LEIA MAIS!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Há 410 anos...


Giordano Bruno ardeu na fogueira da intolerância em 17 de fevereiro de 1600.

Uma história que todos devem conhecer.

Ou ver...






(pintura de Durand, 2000)

LEIA MAIS!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Proibição de crucifixos nas escolas da Itália

ROMA (Reuters, 03/11/09 - por Philip Pullella) - A determinação da Corte Europeia de Direitos Humanos na terça-feira de proibir que as escolas italianas mantenham os crucifixos nas salas de aula causou indignação na Itália, onde esses símbolos religiosos fazem parte da psiquê nacional.

[escolhi essa versão da notícia para ilustrar a "isenção" da Reuters, que ecoa a imprensa berlusconista italiana... bem melhor para a saúde é ler as versões menos "dramáticas" do Portal Público (Portugal) e da BBC, por exemplo]

"A decisão da corte europeia foi recebida no Vaticano com choque e tristeza", disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

"É errado e uma miopia tentar excluí-lo (o crucifixo) do mundo da educação", disse ele, somando-se à indignação que a decisão desencadeou na Itália católica romana.

A sentença da corte, da qual a Itália informou que vai apelar, determina que crucifixos nas paredes das escolas, algo comum na vida italiana, poderiam perturbar crianças que não sejam cristãs.

A Itália vive um conturbado debate sobre como lidar com uma crescente população de imigrantes, na maioria muçulmanos, e a sentença da corte provavelmente se tornará um novo grito de guerra na política do governo de centro-direita para restringir a vinda de estrangeiros.

"Essa é uma decisão abominável", disse Rocco Buttiglione, ex-ministro da Cultura que ajudou a redigir encíclicas papais.

"Tem de ser rejeitada com firmeza. A Itália tem sua cultura, suas tradições e história. Aqueles que vêm viver entre nós têm de compreender e aceitar esta cultura e esta história", disse ele.

O porta-voz do Vaticano disse que era triste que o crucifixo possa ser considerado um símbolo de divisão e disse que a religião ofereceu uma contribuição vital à formação moral das pessoas.

Membros do governo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi se enfureceram, usando palavras como "vergonhoso", "ofensivo", "absurdo", "inaceitável" e "pagão".

GOLPE MORTAL

O ministro de Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que a corte deu um "golpe mortal em uma Europa de valores e direitos", acrescentando que isso foi um mau precedente para outros países.

A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, disse que os crucifixos nas paredes de dezenas de milhares de salas de aula "não significam adesão ao catolicismo", mas são um símbolo da herança da Itália.

Pelo menos uma garota muçulmana discordou da corte.

"Se o crucifixo está lá e eu sou muçulmana, vou continuar a respeitar a minha religião. Jesus na sala de aula não me incomoda", disse Zenat, uma menina de 14 anos de origem egípcia, em declaração à Reuters TV.

Duas leis italianas dos anos 1920, quando os fascistas estavam no poder, determinam que as escolas devem ter os crucifixos nas paredes.

Alessandra Mussolini, neta do ditador fascista Benito Mussolini, disse que decretos como este estavam levando a uma "Europa sem identidade".

Apenas um punhado de políticos defendeu a corte, incluindo membros do Partido Comunista e de grupos ateus.

(Reportagem adicional de Crispian Balmer em Paris e Antonio Denti em Roma)




LEIA MAIS!

quarta-feira, 11 de março de 2009

Sigamos o exemplo...


Eu havia sugerido no post anterior que a Igreja Católica me excomungasse. Duas vezes. Uma por ter nascido judeu e outra por ser "pró-mulher", ou seja, apoiar a idéia de que o aborto é uma decisão da mulher (a qual, claro, pode se assessorar com o pai da criatura, o médico, o inspetor de polícia, etc). Não é, portanto, uma questão moral. O Renato foi mais longe e pediu sua excomunhão diretamente ao mais famoso, mas por motivos nada invejáveis, bispo brasileiro. Famoso por ter perdido uma grande chance de se fingir de morto e deixar passar batido mais um lance do nosso mundo cão. Se alguém souber de um modo de ser excomungado sem nunca ter comungado, por favor, eu gostaria de saber. Talvez eu devesse escrever para o tal bispo perguntando...
LEIA MAIS!

domingo, 8 de março de 2009

De volta à Idade Média

Após 3 anos de violência sexual doméstica, uma menina pobre, subnutrida, e de apenas 9 anos engravidou, de gêmeos. O agressor foi o próprio padrasto. Por pesar 30kg, seu corpo não poderia suportar o parto, e a equipe que a atendeu corretamente interrompeu a gravidez, apoiada duplamente pela lei (estupro e risco de vida para a gestante). Até aí era somente mais um triste exemplo da nossa dura realidade e, infelizmente, não um caso isolado. O que aconteceu em seguida é revoltante. Fomos presenteados, pelo arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, com um dos maiores e mais claros exemplos da hipocrisia e anacronismo da Igreja Católica. O arcebispo excomungou quase todos os envolvidos: a mãe da menina e os médicos, mas não o seu agressor. Chegou a declarar que o aborto era pior do que o próprio estupro ("Estupra, mas não mata!", diria algum político no ostracismo). Poderia ter sido somente uma atitude infeliz do bispo, não fosse sua decisão apoiada pelo vaticano, ou seja, é assim mesmo que tem que ser.


O argumento do bispo e da Igreja Católica, é de que dois inocentes foram assassinados, e que a missão deles é defender a vida.

Então vejamos. Na Bíblia, nos trechos em que a matança é explicitamente quantificada, temos 2301427 pessoas, mas estima-se o número em mais de 33 milhões, mortas por um Deus misericordioso. Destes, quantos não eram bebês, crianças e mulheres grávidas? Quantos morreram nos grandes massacres, quando quase toda a população da Terra pereceu no dilúvio, ou em Sodoma e Gomorra? Quantos eram os primogênitos no Egito? E os filhos de Abraão, Esau, Achan, Saul, etc? A lista é grande.

Quem são, então, esse Dom José e sua igreja, que dizem defender a vida? Como uma instituição, que abriga e acoberta pedófilos e negadores do Holocasto, pode querer ditar o padrão moral de uma sociedade?

E, sim, podem me incluir na lista de excomungados. Duas vezes.


PS: mais detalhes sobre os bispos acusados de pedofilia aqui.

PS2: este post foi, na verdade, uma desculpa para mostrar este vídeo da Amanda Palmer.







PS3 (09.03.09): olhem também o comentário e tirinha do Adão Iturrusgarai.

LEIA MAIS!

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Religião e Política (por Mino Carta)

Sei que falar de religião é perigoso. Mais perigoso, por exemplo, do que afirmar que um torneiro mecânico pode ser presidente da República e sair-se melhor do que o príncipe dos sociólogos. De minha parte, rejeito os dogmas de qualquer espécie. Respeito a fé, mantenho desperto, porém, meu espírito crítico. Embora recorde com saudade e enlevo as Marcelinas antifascistas da minha infância, não engulo a hipocrisia e as prepotências da igreja. Em relação a Cristo, faltam-nos, infelizmente, informações historicamente satisfatórias, mas a figura é grandiosa e não me parece difícil enxergar um revolucionário, mártir da igualdade. Subversivo na acepção mais ampla e profunda, vinha, a condensar o pensamento rebelde soprado do oriente e aportado enfim às margens do Mediterrâneo, para proclamar o significado da vida e a importância do ser humano, no singular e no plural. O verbo de Cristo abala os equilíbrios de então e a própria concepção do Império, e os romanos o crucificam, com a transparente e obsequiosa aprovação dos senhores do lugar, eles próprios a se sentirem ameaçados. Pilatus não é, creio eu, a personagem olímpica que lava as mãos, ele é o mandante. Ninguém está mais distante da igreja católica, da imponente instituição, do que Cristo. Julgado por um Belarmino, em lugar da cruz teria de enfrentar o fogo da pira. Agora, um esclarecimento: sim, meu lado itálico pulsa de anticlericalismo, por razões estritamente históricas e políticas. Foi a igreja, a exercer até limites extremos e hediondos seus poderes temporais em nome de Deus e de Cristo, o primeiro e mais forte impedimento para a unificação da Itália, qual fosse esta uma questão espiritual. E foi a igreja, e continua a ser, interferência determinante na vida italiana, sempre e sempre daninha de todos os pontos de vista. A história dos países católicos europeus, da Espanha sobretudo, não é muito diferente.

Postado no Blog do Mino em 27.10.2008.


LEIA MAIS!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Vaticano aceita evolução, mas não se desculpa com Darwin


O Vaticano disse nesta terça-feira que a teoria da evolução é compatível com a Bíblia, mas não planeja um pedido de desculpas póstumo a Charles Darwin pela fria recepção dada a ele há 150 anos.

O arcebispo Gianfranco Ravasi, o ministro da Cultura do Vaticano, deu a declaração durante o anúncio de uma conferência de cientistas, teólogos e filósofos que acontecerá em Roma em março de 2009, marcando os 150 anos da publicação da obra "A Origem das Espécies" de Darwin.

Igrejas cristãs são há muito tempo hostis a Darwin, pois sua teoria conflitava com a acepção bíblica da criação.

Mais cedo nesta semana, um importante membro da Igreja anglicana, Malcom Brown, disse que a instituição devia desculpas a Darwin pela maneira na qual suas idéias foram recebidas na Inglaterra.

O papa Pio 12 descreveu a evolução como uma abordagem válida do desenvolvimento humano em 1950 e o papa João Paulo segundo reiterou o fato em 1996. Mas Ravasi disse que o Vaticano não tinha a intenção de se desculpar por sua visão negativa anterior.

"Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".

O criacionismo é a crença de que Deus teria criado o mundo em seis dias, como é descrito na Bíblia. A Igreja Católica interpreta a acepção do Genesis literalmente, dizendo que ela é uma alegoria para a maneira na qual Deus criou o mundo.

Alguns outros cristãos, na maioria protestantes nos Estados Unidos, lêem o Genesis literalmente e protestam contra o fato de a evolução ser ensinada em aulas de biologia em colégios públicos.

Sarah Palin, a candidata à Vice-presidência pelo Partido Republicano, disse em 2006 que apoiava que o criacionismo e a teoria da evolução fossem ensinados nas escolas, mas afirmou subsequentemente que o criacionismo não deveria necessariamente ser parte do curso.


Por Philip Pullella
Fonte: Agência Reuters Brasil 16/09/2008 aqui
Imagem: http://www.darwinfoundation.org/

LEIA MAIS!