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sexta-feira, 9 de março de 2012

Por que não sou mais um cético ? (Stephen Bond)

Ocasionalmente, eu tento provocar o saudável debate acerca das premissas da chamada "comunidade cética" - supondo que seja apenas uma e, também, homogênea (o que não creio) - como na questão de onde estão os neoateus progressistas. Ou quando questiono (a pobreza d)os métodos analíticos geralmente empregados, como no debate sobre a argumentação teísta de Plantinga. Esse é um tema que realmente me assombra, a constatação do reacionarismo político entranhado no discurso e nas práticas de tantos ditos "céticos". No extremo, espanta-me quando um Richard Dawkins descamba para a pregação de puro e simples ódio, como faz muitas vezes. Quero entender por quê isso, e destilar possíveis regras, pois não posso crer que todos os seus admiradores, por exemplo, pensem desta forma destrutiva (para ficar no exemplo da sua pregação anti-islâmica). Pois nas últimas semanas o blogue-irmão Bule Voador está publicando, em partes, uma excelente tradução de uma magnífica reflexão do irlandês Stephen Bond, que mantém um excelente quase-blogue chamado Stephensplatz. O artigo intitula-se "Por que não sou mais um cético". O original desse texto, na íntegra, está aqui, mas fomos autorizados a reproduzir os trechos já disponíveis (4 das 5 partes) a seguir, na tradução primorosa de Alê GM, colaborador do Bule. É um texto sensacional. O autor diz muitas verdades e disseca outras com clareza extraordinária, retirando o véu de intocabilidade que também é um mecanismo de (auto)defesa que todo militante do pensamento crítico deveria estar preparado & disposto a levantar, nolens volens.

Leiam e opinem (atenção: postagem longa).
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domingo, 16 de outubro de 2011

Os nerds também fraquejam...

Nós, céticos, somos rápidos no gatilho para ridicularizar certas atitudes das pessoas, e a verdade é que, do ponto de vista racional, a maioria das opções pseudocientíficas, " espirituais" ou " alternativas" SÃO piadas prontas, pedindo para serem colhidas... às vezes até nos passamos, e fazemos julgamentos inteiros do caráter e personalidade de alguém que, na realidade, pouco conhecemos - e isto já não fica tão bonito assim. Por outro lado, todos temos nossos " ídolos" ou "heróis", modelos reais adotados (com maior ou menos realismo - depende de quão bem informados estamos...) para simbolizar as atitudes e posturas que mais prezamos. Como fica um herói desses quando apanhado com a mão... na salada?

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segunda-feira, 17 de maio de 2010

Homofobia


Dadeus Grings, bispo da maior igreja cristã do mundo (a católica), voltou a manifestar sua visão medieval sobre o mundo. Depois de minimizar o holocausto judeu, a tentativa agora é relativizar a recente explosão de denúncias contra sacerdotes pedófilos. O objetivo aparente é tirar o foco da vítima real, a criança abusada, e tentar colocar a igreja católica em seu lugar. É absolutamente irrelevante se há mais ou menos pedófilos fora da igreja, todos devem responder criminalmente por esses crimes. A diferença é que a igreja católica, para salvar sua imagem, ativamente protegeu seus criminosos (permitindo a continuidade dos crimes), enquanto as verdadeiras vítimas não recebiam qualquer apoio (o que gerou até piada). Voltando ao tópico do post, Dadeus Grings, no melhor estilo sub-celebridade-falando-qualquer-coisa-para-chamar-a-atenção-da-mídia, nos presenteou com essas pérolas de ignorância:

"Menino brinca com menino, menina brinca com menina. Só depois, se não houve uma boa orientação, isso se fixa."

"Antigamente não se falava do homossexual. E era discriminado. Quando começaram, 'olha, eles têm direitos de se manifestar publicamente, daqui a pouco eles vão achar os direitos dos pedófilos, é o direito deles'. Não, isso é crime."
O ponto relevante é que algumas pessoas ocupam posições importantes na cadeia de formação de opiniões. É sua responsabilidade evitar que preconceitos e concepções errôneas sejam propagados. Ao não tomar cuidado, o que Dadeus tem feito é fomentar a intolerância, o que nada contribui para o tipo de sociedade que queremos.




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