terça-feira, 7 de abril de 2009

Só um milhão de judeus...

Do you like this post?

Não foi engano. Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre, teve 6 anos para pensar sobre suas declarações de 2003 e não mudou de opinião. No melhor estilo revisionista, descontextualizou o holocausto, minimizou a tragédia impetrada por seus ancestrais há quase 70 anos e ofendeu a todos aqueles que mantêm sua caixa craniana minimamente ocupada. Grings repetiu, na semana passada, exatamente o mesmo comentário feito em 2003 em artigo publicado em um portal católico. Disse ele, daquela vez:
Sem entrar na questão de número das vítimas, que tem muito de ideológica, é preciso reconhecer, como historicamente comprovado, que o nazismo provocou em torno de 22 milhões de mortes, sendo que os judeus participam desta cifra com cerca de 1 milhão. Portanto a grande vítima do nazismo não foram os judeus, mas os cristãos.
Não se sabe o número exato, mas beira os 60 milhões o total de mortos na segunda guerra mundial. Os católicos, diferentemente dos judeus, ciganos, homossexuais, e outras minorias, não foram mortos pela sua crença, etnia ou orientação sexual, mas por estarem envolvidos em uma guerra. Como diria Mino Carta, isso é do conhecimento até do mundo mineral. Até porque, considerando que de russos morreram mais de 20 milhões, foram os ateus uma das grandes vítimas da guerra.



Não me espanta um representante da igreja destilando seus preconceitos. Entre outras coisas, Grings defendeu a omissão (ele chamou de neutralidade) da igreja durante a segunda guerra (algum nazista foi excomungado pela sua igreja tão defensora da vida?) e durante a ditadura militar brasileira (vale a mesma pergunta sobre os torturadores). Foi anticientífico (condenou as pesquisas com células tronco) e antimulher (condenou o aborto). O que me espanta é ver, mesmo após tudo isso, os representantes da comunidade judaica reunidos com Grings celebrando a paz.

ADENDO (20.04.2009): invertendo a lógica de Dadeus, poderíamos perguntar: quais as religiões cujos membros foram responsáveis pelo maior número de mortos na Segunda Grande Guerra? Tirem suas próprias conclusões se seria esta uma pergunta honesta ou não.

21 comentários:

Tarcisio disse...

Cabe lembrar que o Holocausto não foi o único genocídio em que a igreja católica teve uma postura lamentável. No genocídio de 1994 em Ruanda, onde padres católicos (hutus) abrigavam tutsis para depois avisar seus algozes hutus (embora hutus também tenham matado hutus), que os matavam concentrados em igrejas. Que eu saiba, nenhum desses padres foi excomungado por praticar aborto extemporâneo em adultos crescidos.

Tarcísio Marciano - Brasília

Noiram disse...

Achei no blog Revisionismo em linha

http://www.youtube.com/watch?v=3palHZ2q7iM

Jorge Quillfeldt disse...

Noiram esqueceu de comentar que se trata de um filmezinho de propaganda NEONAZISTA que inclui o trecho de um notociário de 1948, ou seja, da época dos julgamentos de Nuremberg, em que se falava em 300.000 judeus mortos em Auschwitz. Mas as evidências apresentadas à época eram apenas as mais atuais disponíveis (e certamente não as finais). Esses números foram sendo atualizados e reavaliados a medida que novas informações apareciam, e ainda hoje são discutidos: os números de Auschwitz ficam, assim, sempre entre impressionantes 1,2 e 1,5 milhões de mortos, só naquelas instalações.

É evidente que esse tema está impregnado de paixão e propaganda, e que números podem ser fácil e impunemente inflados (ou desinflados) para dar "substância" a este ou aquele ponto de vista. O que não pode ser questionado é que HOUVE, SIM, UM GENOCÍDIO DE JUDEUS (e de outras minorias ou maiorias mais ou menos bem definidos em termos étnicos), o que é verdade, sejam os mortos em número de 300.000, 1,2 milhão ou 6 milhões!

A definição de "genocídio", aliás, não envolve um limiar numérico, mas basicamente uma intenção manifesta. A mim sempre me pareceu estranho o argumento do tipo "mas eles mataram 'apenas' 5 milhões e não 6" (?!?)... Como se "menos milhões" tornasse esse absurdo algo "menos abominável"!

Em que pese eu ser ateu, esses revisionistas cheiram mesmo a enxofre...

Marco Idiart disse...

Caros

O revisionismo é legal! A formulinha é simples "milhões de pessoas ou estão sendo enganadas ou são elas mesmas conspiradoras. EU não, pois achei este site ( antigamente este livro) que conta toda a verdade. E obviamente a informação que eu tenho é acima de qualquer suspeita!"
A formulinha vale para o "Homem na Lua", a "Teoria da Relatividade", "A copa de 70", a "Gisele Bunchen", etc...

Noiram disse...

Tudo bem Jorge, mas o fato de duvidar não pode ser tornado crime. Isto seria uma estupidez.

Jorge Quillfeldt disse...

"Crime" é meio exagerado (claro que depende do caso), mas para a estupidez sempre sobra espaço, não é mesmo?

Duvidar - apenas por duvidar - sem tentar se informar, pode, a meu ver, sim, ser uma estupidez. E se a motivação forem intenções segregatórias, bem, talvez seja "o caso".

Como diz o ditado popular: "O ignorante e a candeia, a si queima e aos outros alumeia."

Noiram disse...

Mas para duvidar com conhecimento de causa, deve ser aberto o tema à discução. A lei quer calar quem tem a dúvida para que não haja o debate.
Assim, como tu mesmo disseste, nos tornamos estúpidos, mas não porque não se quer a informação, e sim porque há o impedimento.

Também sou contra a segregação dos judeus.

Marco Idiart disse...

A questão de porque existe a lei deve ser estudada com cuidado também. Fora do contexto ela parece absurda. Mas na época que foi criada devia ser bem claro aos legisladores o que eles queriam evitar.
As leis não são em geral justas nem muitas vezes lógicas, elas tem uma função mais pragmática.
Por exemplo, veja só a lei de obrigatoriedade do cinto de segurança. Ela fere teu direito pessoal, sem resultar em benefício para os outros (fora a tua familia que preferiaria tu vivo).

E assim vai...
Acho que não devemos discutir leis como se fossem principios filosóficos.

Noiram disse...

Mas algumas são pura intolerância. Esta que estamos tratando, se vier a ser promulgada, e a que proíbe a eutanásia, por exemplo. Outra, pode-se encher a cara de cachaça e é proibido fumar maconha. Então, que se proiba a venda de bebidas, e até do cigarro.

Noiram disse...

Nos países de expressão Alemã, manifestar publicamente dúvidas sobre o Holocausto é uma ofensa punida com longas penas de prisão (Secção 130 Parágrafo 3 Código Penal Alemão; Secção 3h do Código Austríaco; Secção 216 do Código Suíço.) Só isto deveria ser suficiente para estimular a suspeita de qualquer pessoa que tenha a capacidade de pensar de forma crítica. Isso deveria fazer-nos questionar sobre o porquê duma elite poderosa ter a tal necessidade drástica de manter esta propaganda de ódio depois da Segunda Guerra Mundial.

Disponível em: http://www.vho.org/Intro/P/index.html#7

Benta 17 disse...

O brother é nazista?

Noiram disse...

Claro que não. Apenas sou um mero interessado pela verdade.

Marco Idiart disse...

Entâo vamos fazer um teste. Considerando tudo que temos discutido, os livros de história, os relatos de sobreviventes (conheci alguns "numerados" na minha vida), os museus na Alemanha, os campos ainda preservados, a história de perseguição dos judeus naquela época, os discursos de Hitler, o mein kampf, etc etc... Qual é na tua opinião a chance de que o holocausto realmente ocorreu? Mais que 50%, mais que 80%? Qual?

Bom, um cara realmente criterioso deveria pegar todas as evidências e pesá-las de acordo com a credibilidade das fontes.
Se tu acreditares um uma teoria conspiratória daquelas bem boas, tu me dirá que todas as evidências realmente boas foram criadas por estas grupos superpoderosos e infalíveis. E so te resta acreditar nos sites neo-nazis pois estes são isentos. Voltamos ao meu primeiro post.
Verdade, eh?

Noiram disse...

Não sei mais o que dizer. Qualquer coisa que aqui eu diga é mal interpretado. Até de nazista fui subentendido.
O Holocausto existiu, não tenho dúvida quanto a isto. Mas me parece que superdimensionaram o drama em favor dos judeus, pois conforme relato de alguns estudiosos, até de um bispo (se é que vale alguma coisa a palavra deste ser), não foram apenas eles que sofreram com a perseguição nazi-facista; mas eles souberam tirar proveito como ninguém desta situação.
Souberam tanto que a porta que a eles foram abertas, fizeram com que a política dos governos fossem, basicamente, forjadas pelas corporações historicamente herdeiras das grandes famílias dos banqueiros judeus (os Rothchilds, Warburgs, Morgans, George Soros, Goldman Sachs, o Citibank é na verdade o Banco Rothschild e a J.P Morgan é a holding da General Motors, etc.) As decisões destes bandidos econômicos são apresentadas pelos líderes políticos, e tornam-se políticas governamentais ao serviço da doutrina sionista de Israel.
Isto tudo desencadeou a crise economica mundial que agora temos. Tudo por causa do capitalismo perverso desenfreado, tudo pela ganância em casa vez ter mais.
Aí, quando alguém suscita dúvida quanto ao que realmente aconteceu, corre risco de parar na cadeia.
Isto tudo me parece estranho.
Talvez seja um problema meu, mas tenho sempre um pé atrás até com minha própria sombra. E isto se agravou depois que assisti Zeitgeist, o primeiro e o Addendum.

Marco Idiart disse...

Noiram
Pois é, a questão é como tu trabalha com os dados. Claro, outras etnias foram perseguidas. Claro, as mais influentes em geral fazem mais barulho. Veja o espaço dado ao acidente da AF.
Mas fazer isto se voltar contra as vítimas é que é estranho. E pior são as teorias conspiratórias que volta e meia você acaba trazendo.
Claro, existem judeus muito ricos e poderosos. Mas não existiriam, alemães ricos e poderosos? Persas? Russos? Árabes? Holandeses? Chineses? Japoneses?
Será que não tem um complô deste pessoal também? Eu se tivesse que apostar minhas fichas eu apostaria que existe uma gigantesca queda de braço entre diferentes grupos poderosos. E não que um tenha ganhado e está manipulando o mundo.

As teorias conpiratórias são má-ciência. Trabalham com meias verdades e só olham parte dos dados. A parte conveniente.

Jeferson Arenzon disse...

Noiram,

O Zeitgeist, talvez não seja a melhor fonte de informação, tendo em vista o enorme número de críticas negativas, apontando erros e refutando boa parte das teorias conspiratórias. Vais te interessar pelos seguintes links:

http://debunkingchristianity.blogspot.com/2009/02/tim-callahans-critique-of-movie.html

http://lippard.blogspot.com/2008/06/zeitgeist-movie.html

Fernanda Steffens disse...

Oi Noiram
Umas poucas coisas eu sei sobre finanças. Então, vamos lá. O Citibank não é de ninguém, tem o capital pulverizado e, aliás, um dos maiores acionistas particulares é um....príncipe árabe! O J.P.Morgan também tem capital pulverizado em bolsa, não tem dono e nem de longe é a "holding" da General Motors, que alás acabou de falir, enquanto o J.P. Morgan vai bem obrigada. A própria GM tambmém é uma empresa de capital pulverizado.
Fernanda

Noiram disse...

Tudo bem senhores(as), vou rever minhas fontes para tentar justificar que é tudo paranoia minha.

Atenciosamente,
Noiram.

Tiago "PacMan" Peczenyj disse...

Existe boas fontes de pesquisa mesmo no nosso idioma:
http://holocausto-doc.blogspot.com/

Indico:
http://holocausto-doc.blogspot.com/2007/08/leuchter-faq.html
http://holocausto-doc.blogspot.com/2008/02/as-perguntas-e-respostas-do-ihr-e.html

Felizmente eu deixei este assunto de lado pois existe informação abundante.

Guilherme Gomes disse...

"...Souberam tanto que a porta que a eles foram abertas, fizeram com que a política dos governos fossem, basicamente, forjadas pelas corporações historicamente herdeiras das grandes famílias dos banqueiros judeus (os Rothchilds, Warburgs, Morgans, George Soros, Goldman Sachs, o Citibank é na verdade o Banco Rothschild e a J.P Morgan é a holding da General Motors, etc.) As decisões destes bandidos econômicos são apresentadas pelos líderes políticos, e tornam-se políticas governamentais ao serviço..."

estou engando ou alguém aqui está tentando colocar a culpa da crise econômica que vivemos no holocausto!!

André von Kugland disse...

Querem sempre manter no noticiário notícias sobre antissemitas para ocupar o espaço em que se deviam estampar os crimes cometidos por Israel contra o povo palestino.