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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11/9: uma nova teoria

Tentando satisfazer tanto os conspiracionistas ("truthers") quanto os realistas:


- Baseado em minha análise, creio que o governo encenou a colisão e demoliu a torre norte do WTC com explosivos.

- A torre sul, em uma ação simultânea mas descorrelacionada, foi posta abaixo por terroristas de verdade.

- Os conspiracionistas do 11/9 não reagiram bem à minha teoria de compromisso.
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quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Terremotos e alinhamentos planetários

Um terremoto pode ter várias causas, todas relacionadas a uma enorme liberação de energia: movimentos nas falhas geológicas, atividade vulcânica, grandes explosões, deslizamentos, etc. Uma rápida abordagem foi feita no "Fronteiras da Ciência" (S02E13, ver também os Cadernos de Estudos). Estima-se que mais de 1000 terremotos ocorram diariamente (500.000 no ano todos, 100.000 dos quais são fortes o suficiente para serem percebidos). Infelizmente não existem fenômenos precursores que permitam a previsão de terremotos, mesmo assim alguns cientistas italianos estão sendo julgados por homicídio culposo durante o terremoto que atingiu Aquila em 2009. Mas o que não faltam são teorias pseudocientíficas, procurando achar correlações (na falta de uma teoria ou uma relação causal) que permitiriam prever tais fenômenos. Um exemplo foi a mal sucedida previsão de um terremoto devastador em Roma no dia 11/5/2011.



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segunda-feira, 23 de maio de 2011

Foi bom pra vocês?



Mas que, pelo visto, não fez...



Vamos, então, à vídeo-reportagem "Após o arrebatamento" (impagável!):


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sábado, 18 de julho de 2009

Homens na Lua, da série "Minhas conspirações favoritas"

Pseudoceticismo fashion? O tédio é bastante criativo, e, em que pese o fato de que somos diariamente manipulados e logrados por uma medonha máquina de consumo - "compre isso", "use aquilo", "pense assim", "trate-se assado", etc - gostamos de crer que somos muito "ligados" e críticos... Ser "cético" - de preferência teimosamente - pega bem, além de permitir divertidas conversas e até mesmo "cantadas" ocasionais em festas e bares. Mas que espírito crítico é esse que faz com que tanto se fale na idéia de que o homem nunca pousou na lua?

Há exatos 40 anos a tripulação nave americana Apollo 11 estava voando a caminho da lua, onde pousaria no dia 20 de julho de 1969. Mais de 40o mil pessoas trabalharam diretamente ou indiretamente neste projeto, sendo que doze deles foram de fato até a lua e retornaram. Mesmo assim há quem creia tratar-se de uma grande conspiração forjada em estúdio de cinema para ganhar pontos na corrida espacial que estava em seu auge em meio à guerra fria. Assim, estamos a comemorar o quadragésimo aniversário de umas das teorias conspirativas mais populares de todos os tempos, embora os próprios números acerca de sua ocorrência não sejam confiáveis - afinal, são 6% ou 20% dos americanos que não creem na alunissagem?

Tais números foram inflados durante a estratégia de divulgação de um pseudodocumentário da rede FOX transmitido em 15 de fevereiro de 2001 - Conspiracy Theory: Did We Land on the Moon? (assista-o aqui; críticas aqui e aqui) assistido por 15 milhões de telespectadores. Esse evento midiático realimentou um mito que vinha desde a publicação, em 1974, do livro We Never Went to the Moon: America's Thirty Billion Dollar Swindle de Bill Kaysing. A farsa mostrada no divertido filme Capricorn One de 1978 pode tê-lo reforçado, mas foi o pseudocumentário* da FOX que disparou a onda final .

Vale a pena assistir ao programa Mythbusters produzido em 2008 (partes 1 -2 -3 -4 -5, não-legendado, lamento) no qual as principais componentes desse "mito" são desmascaradas, o que é especialmente interessante neste momento em que se tenta revivê-lo novamente.

Atualização em 10/05/2010 (JAQ): o vínculo da NASA mostrado
em "críticas", acima mudou de endereço (ache-o aqui) e a tentativa
de "reviver" o mito devido à burrada que foi a perda das fitas da NASA,
mencionada logo acima, também apareceu na Folha de São Paulo.

(*) UMA INTERESSANTE DISCUSSÃO: "Pseudodocumentário" é um termo que lamentavelmente não existe em inglês com o significado que aqui lhe damos, qual seja, o de um falso documentário, um embuste que produz a impressão de realismo mostrando informações forjadas ou registros mal-interpretadas com a intensão de mistificar ou enganar o público. Não importa que "ficção" possa assumir as mais inusitadas formas - consequência da liberdade de criação artística, que é muito ampla -, o bom senso sugere que há uma linha divisória (e nossa sanidade mental é fruto de um longo aprendizado que ensina a reconhecê-la), da mesma forma como há uma descontinuidade entre fazer-se uma piada de cunho racial ou sexual (cujo caráter de chiste depende totalmente do contexto) e a efetiva agressão discriminatória. Em francês existem dois termos muito mais explícitos, Faux Documentaire e canular - a tradução deste último ficaria um pouco pesada para este blogue, mas explicita magistralmente o que o "documentário" pretende fazer com seu público... É verdade que, em inglês, existe o termo mockumentary ("documentário de gozação") mas este é muito "generoso" (e tolerante) com o gênero, referindo-se principalmente a produções humorísticas (como Zelig,This Is Spinal Tap ouBorat) ou mesmo dramáticas (como F for Fake, de Orson Welles, e aquilo que se convenciona chamar de docufiction - não confundir com docudrama). Mockumentary não faz referência clara nem discrimina essa classe de produções que se apresentam como verdade: essa vaguidão do termo quiçá seja intensional da língua que abriga a maior indústria cinematográfica do planeta, mas nos deixa desarmados para denunciar farsas mal-intensionadas, como, por exemplo, documentários revisionistas ou... pseudocientíficos!


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