O recém passado feriado da páscoa, que celebra a parte mais mística do credo cristão (ressureição, ascenção, provas de divindade, etc), contém alguns elementos interessantes. E irônicos. Afinal, não custa recordar que a força persuasiva dessa importante efeméride é precisamente o oposto do que se entende como "credulidade": um cético foi convencido da veracidade do milagre!
Entre os cristãos, São Tomé (ou Tomás) é o símbolo da dúvida ou do "ceticismo". A idéia está representada no belíssimo "A incredulidade de São Tomé" de Caravaggio, acima. Diz-se que São Tomé duvidava da ressurreição de Jesus Cristo e exigia tocar nas feridas dele para se certificar do fenômeno (João 20:24-29). Diz a lenda que ele tocou e acreditou. E o resto da cristandade acreditou no "relato" disso no Novo Testamento (escrito, aliás, muitos anos após o ocorrido - veja também o documentário de um crente bastante crítico, Robert Beckfords).
Ora, nada mais crível que um "cético que foi convencido", certo? Por que eu, que não estive lá, ousaria duvidar?
O melhor golpe de psicologia da persuasão vem ao final desta parábola, para regozijo dos crédulos (aqui numa tradução livre): "Felizes são os que não viram, mas assim mesmo creram!"
Voltaremos a falar na validade empírica de "relatos" quando retomarmos o tema dos OVNIs.
Sobre a validade da bíblia, consulte nosso "especialista em tudo-que-há", nos fios soltos (threads em língua matricial) espalhados por toda parte em nosso blogue, que, ao contrário de outros por aí, PERMITE a livre expressão de opiniões, mesmo quando confusas, desinformadas ou mesmo mal-criadas: é o ônus de sermos, além de cientistas, educadores.
E não se assustem com a quantidade de postagens que nosso "especialista" consegue verter (nada como ser jovem e ter tanto tempo livre). A estratégia que ele usa é uma adaptação do procedimento computacional conhecido como ataque de negação de serviço (Denial of Service) onde se visa basicamente tornar os recursos de um sistema indisponíveis para seus utilizadores mediante a saturação ou sobrecarga do mesmo. Daí por que tantas e tantas longas mensagens.
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Fica aqui também o registro do outro feriado que celebramos com alegre ceticismo (esteve por três meses no alto da barra direita de nosso blogue):
Feliz Newtal a tod@s!
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