No lamentável episódio da destruição de um importante laboratório científico-tecnológico brasileiro, vemos o
resultado de vivermos em uma sociedade que se diz livre, mas que
na verdade está mesmo está "livre" dos conhecimentos essenciais referentes a sua própria
auto-subsistência. Somos um paradoxo!
Uma sociedade cuja mediação dos conhecimentos em grande escala está concentradíssma nas mãos da grande mídia, norteada basicamente por interesses econômicos imediatos e dedicada a enfocar somente aquilo que comove, abala, ou vende... Enfim, não é de estranhar que existam cada vez mais pessoas que, abandonadas em meio à neblina espessa da desinformação generalizada, acabam alimentando toda sorte de postura obscurantista. Ironicamente o mesmo tipo de obscurantismo que costumam criticar ou temer quando se manifesta noutras latitudes...
O problema é complexo e multicausal,
não há dúvidas, mas se deve também, em boa parte, a um fracasso da comunidade científica, que não tem
feito sua parte, qual seja: um trabalho sistemático de divulgação científica
que esclareça à população o que se está fazendo, por que
se está fazendo, e que explique por que é necessário - pelo
menos por enquanto - utilizar-se animais de experimentação nas ciências biomédicas, em
diversos estágios do desenvolvimento científico e tecnológico. Ou por que seria uma imensa irresponsabilidade abdicar, neste momento, deste instrumento epistemológico.
Na coluna Observatório da edição de fevereiro da revista Scientific American Brasil, tentei sintetizar os principais aspectos - geralmente desconhecidos e muitas vezes distorcidos - desse complexo e incendiário tema. Leia a seguir.
Na coluna Observatório da edição de fevereiro da revista Scientific American Brasil, tentei sintetizar os principais aspectos - geralmente desconhecidos e muitas vezes distorcidos - desse complexo e incendiário tema. Leia a seguir.
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