quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Ratos

Como acabar com os ratos, sem culpa e sem legendas:



Visto em Friendly Atheist.
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O Homem Bicentenário

Com a palavra, Charles Darwin:
"I have called this principle, by which each slight variation, if useful, is preserved, by the term Natural Selection"

"we can allow satellites, planets, suns, universe, nay whole systems of universe[s,] to be governed by laws, but the smallest insect, we wish to be created at once by special act"

"Ignorance more frequently begets confidence than does knowledge: it is those who know little, not those who know much, who so positively assert that this or that problem will never be solved by science."

"doing what little one can to increase the general stock of knowledge is as respectable an object of life, as one can in any likelihood pursue"

*
O Coletivo Ácido Cético saúda os 200 anos do nascimento de Charles Darwin, cujo trabalho resultou, possivelmente, no maior trauma narcisístico que já abalou a humanidade...

A ilustração acima consiste num diagrama feito por Darwin em 1937 e que serviu de rascunho para a única ilustração existente em A Origem das Espécies, publicada em 1959. Como a ciência não pára, até mesmo essa concepção de "árvore da vida" para a diversificação evolutiva está sob intenso escrutínio e dificilmente resistirá: leia o artigo da New Scientist sobre esse assunto.

Referências recomendadas:

http://www.darwin2009.pt/
http://www.ano-darwin-2009.org/
http://www.darwin200.org/
http://www.bbc.co.uk/darwin/

Obras Completas On Line (incuindo fac símiles de edições originais):
http://darwin-online.org.uk/

Outras referências:

http://www.gulbenkian.pt/darwin/home.html
http://blog.controversia.com.br/2009/01/23/inglaterra-comemora-200-anos-de-darwin/
http://www.lucidcafe.com/library/96feb/darwin.html
http://www.britishcouncil.org/darwin-about-us.htm
http://www.aboutdarwin.com/



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sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Chegará o neoateísmo inculto ao nível de um "ateísmo de sistema"?



Basta ser ateu ou é preciso algo mais? A recente onda de livros ateus (Dawkins, Dennet, Hitchens e Harris) e a superexposição dos autoproclamados "quatro cavaleiros do apocalipse" pode acabar encobrindo a existência de consistentes argumentos lógicos e filosóficos, alguns já bastante antigos, e que negam o próprio CONCEITO de deus, colocando-nos um passo antes da preocupação em ter de "provar" algo.


No artigo "Deus não existe: sem a menor dúvida, Sr. Dawkins", John Brown aborda a fraqueza inerente do tipo de argumentação que esses polemistas anglosaxões utilizam, centrado numa análise eminentemente epistemológica (escassez de provas empíricas) e desconhecendo (na maioria dos casos) a tradição de análise lógica e mesmo ontológica que também tem muito a dizer sobre a "hipótese deus": ela não seria apenas "muito pouco provável" (o que ainda a deixa "provável"...), mas sua formulação seria mesmo inconsistente, ou seja, seria uma falácia lógica:


"[cuando dice] Dawkins que « Si se acepta lo argumentado en este capítulo, la premisa fáctica de la religión -la Hipótesis de Dios- resulta insostenible. Dios, casi con toda certeza, no existe». El problema es que lo insostenible sólo desde un punto de vista epistemológico, no lo es desde un punto de vista ontológico ni práctico. Aunque, para cualquier biólogo serio, la hipótesis inmanentista darwiniana arruine definitivamente el creacionismo como hipótesis que oriente los trabajos de su disciplina, sigue existiendo -pues de probabilidades se trata-, la posibilidad muy poco probable de que Dios exista. Basta esta pequeña probabilidad para que la religión y, como decía Marx, « die ganze alte Scheisse », toda la vieja mierda del temor y el temblor, de la culpa y el pecado regresen y amarguen la vida a los mortales."

E Brown prossegue:

"Para deshacerse del temor de Dios no se puede prescindir de una crítica de este supuesto « concepto ». No se trata de afirmar con Russell y Dawkins que no hay bastantes pruebas, sino de decir con Spinoza que el concepto religioso de la divinidad no es consistente. Se trata, en otros términos de reivindicar lo que llamaba Bayle, el « ateismo de sistema » de Spinoza."

Claro que é válida a tentativa de reeditar a crítica aos teísmos e credos com base no imenso acúmulo e na refinada metodologia da ciência (e eu sou dos que se divertem muito lendo esses textos-bravata todos!), mas ficar apenas nesses autores pode levar a uma visão deformada do debate acerca da existência de deus, um dos mais antigos passatempos da humanidade (recordemo-nos, por exemplo, do musical de Mel Brooks em "A História do Mundo, parte 1"...).

Piadas à parte, recomendo a leitura do artigo de Brown (está em espanhol) para um resgate de abordagens como a de Baruch Spinoza (acreditem, ele também era "bento"):

El dispositivo de la Etica consiste no en negar la plausibilidad de la hipótesis de un Dios transcedente como explicación del orden del universo, ni siquiera en negar la existencia de Dios, sino en producir la implosión del concepto de Dios afirmando a la vez que Dios es substancia y es infinito. El Dios sustancia infinita no puede ser el rector del universo, pues no se distingue realmente de éste."

Brown também resgata o esquecido enfoque ateu de Sigmund Freud, que merece sempre ser revisitado:

"tales ideas, que nos son presentadas como dogmas, no son precipitadas de la experiencia ni conclusiones del pensamiento: son ilusiones, realizaciones de los deseos más antiguos, intensos y apremiantes de la Humanidad. El secreto de su fuerza está en la fuerza de estos deseos."

Embora tais abordagens estejam "pairando" nos textos de Dawkins e Hitchens, por exemplo, elas parecem nunca receber a devida atenção, em parte por desconhecimento do assunto, o que é uma pena, pois se perde uma excelente oportunidade de difundir tais idéias. Claro que esses livros têm imenso valor e abordam outras questões de maneira exemplar, por exemplo, os aspectos psicoafetivos de assumir-se ateu diante das pressões sociais e culturais de sua sociedade (ainda que num enfoque por vezes ingênuo).

Essa tendência de abordar um assunto com pretensões à totalidade, mas sem relevar - seja por desconhecimento, seja por oportunismo - as contribuições anteriores dando-lhes o devido crédito, é o que chamo de "neoateísmo inculto". É uma tendência comum nestes tempos de cultura de massas, quando a vaidade "pop" de alguns (claro que não são todos) leva-os a escrever como se tivessem sido os primeiros a abordar o assunto...

Neste sentido, vejo um irônico paralelo entre uma releitura spinoziana desse neoateísmo pop e a crítica devastadora que Rudolph Carnap, um dos fundadores do Círculo de Viena, fez à metafísica de Heidegger em seu clássico "A eliminação da metefísica pela análise lógica da linguagem" (1957): neste último, demoliu-se o edifício verborréico da chamada "metafísica" pela análise do discurso em termos meramente lógicos; em nosso caso, vemos que uma crítica pretensamente demolidora da concepção teísta corre o risco de deixar brechas imensas exatamente por ignorar abordagens pretéritas que... ressaltam a análise lógica do discurso!

São algumas reflexões para a comunidade atéia considerar.

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Um sábado qualquer...


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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Good People


Pessoas boas, loucos por esportes e mulheres rebeldes! Cuidado, o juízo final espera vocês!!!! Pelo menos de acordo com algumas pessoas que estavam na posse do Obama, fotografadas por Gerry Canavan.
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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Narcisismo Maligno

...No, his mind is not for rent
To any god or government...
Rush - Tom Sawyer

Do último disco da banda canadense Rush, Snakes & Arrows: Malignant Narcissim (versão com alta definição), com animação de Bobby Standridge. Nada como colocar as coisas na perspectiva correta. E a música é ótima:



Há uma certa discussão sobre quem segura o machado: Chuck D. = Charles Darwin?
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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Ônibus ateu pelo mundo. E no Brasil?

Primeiro foi Londres em 2008, com uma mensagem cientificamente correta, mas com margem à contra-argumentos ("Deus provavelmente não existe. Pare de se preocupar e aproveite a vida").


Depois se seguiram campanhas em Barcelona (em espanhol e catalão!), com o mesmo texto, e em Washington, mas com um texto, digamos, mais politicamente correto, sem afirmações fortes. A mais recente campanha acontecerá em Gênova (Itália) em fevereiro (e outras várias estão sendo organizadas).


O texto agora é mais forte, mas creio que mais efetivo também ("A má notícia é que Deus não existe. A boa é que você não precisa dele").

E no Brasil? A recém fundada ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos) também está promovendo algo similar aqui no Brasil, mas a forma do texto ainda não foi decidida. A questão, porém, é outra. Há uma enorme diferença entre o Brasil e os países europeus. O mapa abaixo mostra o resultado de uma pesquisa da Eurobarometer em 2005 incluindo seguinte afirmação "Eu não acredito que haja algum tipo de espírito, Deus ou força vital":


Há os países tradicionalmente católicos, como Itália, Polônia, Portugal, Irlanda, etc. Mas há também números incrivelmente altos, como na França. Não conheço resultados semelhantes para o Brasil, mas na página da ATEA encontramos:
Por exemplo, para medir índices de rejeição, há décadas o instituto Gallup vem perguntando aos norte-americanos se eles votariam para presidente em um indivíduo no geral bem qualificado e indicado pelo partido de sua preferência, caso ele fosse judeu, negro, mulher, etc. Os ateus têm hoje o maior índice de de rejeição (53% não votariam em um ateu), bem à frente do segundo colocado (43% não votariam em um homossexual). A revista Veja encomendou uma pesquisa ao CNT/Sensus e descobriu que 84% dos brasileiros votariam em um negro para presidente da República, 57% dariam o voto a uma mulher, 32% aceitariam votar em um homossexual, mas apenas 13% votariam em um candidato ateu.
Embora eu seja simpático à uma campanha de esclarecimento da opinião pública de que nós ateus não somos monstros e que podemos ter altos padrões éticos e morais, a reação esperada frente à uma campanha nos ônibus nos moldes ingleses será esta aqui abaixo. Mas talvez sirva para explicitar um pouco a intolerância que a pesquisa acima quantificou e trazer à discussão esse assunto, que normalmente é considerado tabu. Mas não neste blog.

ATUALIZAÇÃO (17.1.09):

Depois do motorista inglês que se recusou a dirigir um "ônibus ateu" em Londres, por se sentir ofendido (aqui e aqui), o sindicato dos motoristas de ônibus de Gênova está alegando objeção de consciênciacontra a campanha. Nesses casos, felizmente, o efeito é positivo e pode atrair mais atenção do que a mensagem nos ônibus. A censura, em um país fortemente influenciado pelo Vaticano, era esperada.

Já a ameaçadora mensagem abaixo, não gera protestos:


ATUALIZAÇÃO (02.02.2009): se você não gostar do(s) slogan(s) escolhido(s), crie o seu próprio com o Bus Slogan Generator.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Onde vai parar a separação Igreja-Estado?

Um dos pilares do sistema Republicano é a laicidade do Estado. Na Constituição Brasileira de 1988 isto está assegurado no Art. 19:

É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;


Pois nosso presidente acaba de assinar um novo tratado com o papa Bento XVI no qual , mesmo ainda dependendo de aprovação pelo Congresso (o que só depende do poder de fogo dos deputados e senadores da Universal... saberemos, enfim, quem é maioria lá!) introduz pelo menos duas novidades preocupantes: (1) não só exclui os religiosos profissionais do mundo do direito do trabalho, como também (2) tenta direcionar a introdução de ensino religioso no ensino público (um tema ao qual poucos de nós temos dado suficiente atenção) estabelecendo a hegemonia de um dos credos - o católico - sobre os demais (quando fala em "ensino religioso", complementa dizendo "ensino religioso, católico e de outras confissões"...

Muitos não sabem, mas o ensino religioso é facultado no ensino público brasileiro pela Constituição Federal Brasileira, e deve ser oferecido no horário normal das aulas - competindo, portanto, em tempo com as demais matérias; é o que diz o parágrafo 1o. do Art. 210:

O ensino religioso, de matrícula facultativa, constituirá disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental.

Conheça aqui a íntegra do tal acordo.

Não só estão mais uma vez a desrespeitar a Constituição, estão a fazer-nos retroceder a eras pretéritas, onde a mais antiga monarquia absoluta (mesmo que eletiva) do planeta - o vaticano - ainda consegue determinar como cada um de nós deve viver!

E nós, vamos ficar quietinhos?


A Carta e o Vaticano
Mauricio Dias
Carta Capital (seção: Rosa-dos-Ventos) - 12/01/2009

A crise do mercado abafou o debate sobre a decisão do presidente Lula de, em novembro de 2008, durante visita ao Vaticano, assinar com o papa Bento XVI o tratado que regula o estatuto jurídico da Igreja Católica no Brasil. A oficialização, no entanto, ainda depende da aprovação do Congresso Nacional.

A sociedade civil foi apanhada de surpresa. Mas há uma forte reação, embora desprezada pelos meios de comunicação, que, como se sabe, obedecem quase todos, quase cegamente, aos mandamentos da Santa Sé. A decisão, no entanto, não pode ficar à margem do debate.

“Há pelo menos dois pontos absolutamente controversos no acordo. Um sobre as relações trabalhistas entre os padres e as dioceses, e outro, não menos importante, sobre o ensino religioso nas escolas públicas”, alerta o antropólogo Emerson Giumbelli, professor de pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao definir que não há vinculo trabalhista na Igreja, o acordo põe a questão inteiramente fora de debate e cria um privilégio. Caberia à Justiça do Trabalho, por exemplo, analisar uma das questões que Giumbelli levanta: “Por que o vínculo religioso caracteriza a ausência de vínculo empregatício?”

Em outras palavras, o Estado brasileiro abrirá mão de definir a natureza dessas relações, indiferente às leis trabalhistas.

O problema cresce em importância quando entra em discussão o artigo 11 (dos vinte artigos que compõem o acordo), que trata do ensino religioso. Os termos utilizados no documento estão na Constituição Federal (artigo 210) e na Lei de Diretrizes e Bases (artigo 33). Emerson Giumbelli, que também colabora com o Instituto de Estudos da Religião (Iser), discorre sobre o problema:

“A Constituição refere-se genericamente ao ensino religioso. O texto do Acordo, no entanto, estabelece: ‘ensino religioso, católico e de outras confissões’. Há dois problemas aí. O primeiro é que no Acordo apenas uma das confissões, a católica, legisla sobre as outras. O segundo é que ele insinua a maior pertinência de um modelo confessional de ensino religioso, no qual os alunos são separados de acordo com seus credos e os docentes e conteúdos programáticos passam pelo crivo de autoridades religiosas”.

A inclusão, no texto do Acordo, da palavra “católico” desvirtua o texto da Constituição.

Por trás da questão há muitas perguntas ainda sem resposta. A principal delas: há necessidade do ensino religioso como disciplina na escola pública? Giumbelli lembra que o tratado é mais danoso por intervir e antecipar o fim de um debate complexo, inconcluso.

Estando na Constituição o tema não está fechado ao debate. Mas, se o Acordo entrar em vigor, a discussão morre. Roma locuta, causa finita.


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sábado, 10 de janeiro de 2009

Por que a Evolução das Espécies é um fato empírico

A revista Nature colocou no seu site, com acesso livre, 15 resumos de trabalhos publicados na mesma que ilustram e reforçam pontos importantes da Teoria da Evolução das Espécies. Os resumos não trazem linguagem técnica, podem ser entendidos até por físicos como eu, e ilustram por que a Teoria da Evolução "é um fato experimental", e não apenas um delírio dos nossos colegas biólogos.evo

Os resumos, abertos ao público em geral, são uma resposta da revista a um editorial publicado no ano passado, onde se afirmava que "Evolution is a scientific fact, and every organization whose research depends on it should explain why". O editorial também vale a pena ser lido. Link
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Feliz Newtal para todos!


"Natal" significa nascimento. A maioria dos povos antigos do hemisfério norte comemoravam o solstício de inverno, data da noite mais longa do ano, marcando assim o "renascimento" do próprio Sol. Solstício quer dizer "sol parado" em latim, pois nessa data ele pára de se afastar da eclíptica em sua trajetória anual. Em 45 AC, o imperador romano Júlio César definiu a comemoração do solstício na data que nos é familiar - 25 de dezembro - declarando-o Dies Natalis Invicti Solis (“Nascimento do Sol Inconquistável”), expressão de onde derivou o termo "Natal" nas línguas latinas. No atual calendário gregoriano, o solstício ocorre entre os dias 20 e 23 de dezembro, que é quando, no hemisfério sul, temos o solstício de verão, simétrico ao de inverno no norte.

Foi apenas no século IV que o papa Júlio I definiu a data de comemoração do nascimento de Jesus como tendo se passado justamente na data do solstício de inverno, em 25 de dezembro, aproveitando que a data sempre foi sistematicamente celebrada pelos povos "pagãos". Nascia, assim, o Natal das Igrejas Cristãs (como ainda não houvera nenhum cisma importante, a data foi igualmente incorporada por todas as dissidências da igreja católica romana).

Bem, há DE FATO um nascimento importante ocorrido exatamente em um 25 de dezembro. Foi o nascimento de um homem que não contou com uma estrela de Belém, mas que permitiria que pudéssemos compreender os movimentos das próprias estrelas. Em 25 de dezembro de 1642 nascia, em Woolsthorpe, Inglaterra, Sir Isaac Newton. Essa era a data no calendário então vigente naquele país, o calendário Juliano (ou OS, de "Old Style"), pois, pelo calendário atual, Newton nascera em 4 de janeiro de 1643.

Pouco seres humanos contribuiram mais para o entendimento do mundo que nos rodeia do que Sir Isaac Newton, tendo-nos legado descobertas como a lei da gravitação, as leis do movimento e o espectro da luz, conceitos como o teorema binomial e o próprio Cálculo, além da invenção do telescópio refletor, entre outros.

A proposta de celebrar o Newtal, alternativamente à similar festa cristã, envolve a decoração das árvores de Natal com maçãs, em alusão ao anedótico episódio de Newton sob a macieira. Se algum cristão reclamar, lembre-o de que em Jeremias 10:2-5 ficamos sabendo que enfeitar árvores é “vaidade pagã e inútil“... Já enfeitar árvores é um costume muito anterior ao cristianismo, e simboliza a própria vida.

Decore a sua árvore com maçãs, e celebre também o conhecimento e a razão!

Feliz Newtal!

25 de dezembro! Nasceu Newton!


Fonte
: texto de 100nexos (possivelmente o original) aqui livremente adaptado.


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OBS.: A festa de "Newtonmas" (ou Gravmas) foi inventada, ao que parece, por John Wilkins, embora nem todos achem ideal celebrar o velho Isaac em função de certos traços pouco elegantes de sua personalidade (mas aproveite para cantar a canção natalina que aparece ali!).

OBS.2: Envie este cartão aos amig@s!


OBS.3: Para uma abordagem mais mal-humorada sobre o Natal, veja o que dizer para seus filhos...


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