(versão ampliada da coluna Observatório publicada por Jorge Quillfeldt
na Scientific American Brasil deste mês de junho de 2014)
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Mas voltemos um pouco atrás: na tabela periódica acima, vemos que tanto o fósforo quanto o arsênico pertencem a mesmo grupo químico ou família, ou seja, têm orbitais com estrutura semelhante que lhes permitem fazer o mesmo tipo de ligações químicas. Enfim, compartilham as mesmas propriedades físico-químicas. Visto deste ângulo, não deveria surpreender que o arsênico seja capaz de "substituir" o fósforo (caso efetivamente isso se comprove, nunca é demais lembrar) na constituição de biomoléculas essenciais, como propõe ter demonstrado a autora do trabalho da Science, por exemplo, integrando o esqueleto dos próprios ácidos nucleicos (ADN, ARN) da Gammaproteobacteria .

Uma alternativa ao SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence) e o WETI (Wait for Extraterrestrial Intelligence). A proposta é simples, lógica e econômica, além de se enquadrar numa filosofia na qual o Universo deve nos explorar, e não o contrário. A base teórica é a equação de Brake, tão sólida quanto sua rival, a famosa equação de Drake
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