segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O galo sem cabeça

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Como alguns duvidaram que o polvo e a coruja do post anterior puderam evoluir seus comportamentos de camuflagem através de seleção natural, apresento outro exemplo: Mike, o galo sem cabeça. Após milhões de anos de seleção natural e de vários séculos de seleção artifical, Mike, nosso representante da subesécie Gallus gallus domesticus não terminou na panela como pretendia seu proprietário. Desferida a machadada, Mike, já sem sua cabeça e aparentemente sem muita consciência do fato, sobreviveu, alimentado através de um contagotas por seu arrependido algoz até morrer, engasgado, 18 meses depois e alguns quilos a mais. 




A existência do galo sem cabeça, por mais bizarra que possa parecer à primeira vista, está bem documentada. O registro aparece em filme (aqui também), no livro dos recordes (Guinness), na revista Life (22/10/1945) e é  atração turística em sua cidade natal, Fruita (Colorado, USA). Obviamente também não há nada de sobrenatural na explicação. O golpe não acertou a artéria principal que alimenta o cérebro e este também não foi completamente cortado, mantendo as funções básicas para a sobrevivência e fazendo com que o galo continuasse suas atividades normalmente. Ou quase. Deve ter sido um período de absoluto pavor para as galinhas locais.



2 comentários:

Gilberto Cavalheiro disse...

Isso que poderia se chamar por acaso com todos os requintes de superstições. Cortar a cabeça do galo, arrancando lhe a cabeça fora, deixando apenas o cerebelo intacto e ainda por cima contar com um processo de coagulação tão eficiente que não o fizesse sangrar até a morte é incrível. Depois desse caso, só o caso da vaca sem cabeça.

Jeferson Arenzon disse...

Tão improvável que na época muitos tentaram fazer seus próprios frangos sem cabeça (afinal, o cara estava ganhando uma grana exibindo o bicho, ou o que sobrou dele). Mas nenhum sobreviveu mais do que uns poucos dias...