segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Qual o problema com as Mulheres na Ciência?

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Antes de postar a chamada do programa de hoje, aproveito para XINGAR nossos seguidores e comentaristas costumeiros por NÃO terem sequer comentado o programa "Mulheres na Ciência"!

Uma semana e ficamos com ZERO comentários?!?

É só olhar aí embaixo. OK, o programa foi baixado pelo menos 171 vezes até o momento, mas ainda assim é o que menos "baixadas" teve dentre tod@s.

Não estará aí parte do problema?

4 comentários:

Israel Goncalves de Oliveira disse...

baaahh! e nem posso dizer que não tive tempo!

mas aproveito o momento para declarar o quanto admiro as mulheres professoras, pesquisadoras e físicas que tive a oportunidade de conhecer e aprender muito com elas:

Teka, minha primeira professora de física na ufrgs: simplesmente excelente, com um ensino de alta qualidade e atenção e preocupação com seus alunos.

Rita: excelente professora e orientadora, é uma mãe para seus orientandos.

Marcia: além do currículo de 15 páginas (com letras pequenas), é uma excelente orientadora. Sinto muito orgulho da profissão e do nosso instituto quando falo sobre nossa diretora.

Ostermann e Veit: aprendi e continuo aprendendo muito sobre ensino de física com elas. Muito contribuíram e contribuem para o ensino de física.

Tem muitas outras professoras excelentes, tais como Acirete, Magale, Sandra, Naira e por aí vai.

Sem falar das nossas demais colegas de graduação e pós.

Quanto a moças na física, estamos muito bem!

Pena, mesmo, que o pré-conceito ainda existe, mas, espero, está tendendo a diminuir.

Também gostaria de deixar uma crítica... claro, né!?

A mulher só vai ter a valorização profissional, generalizando, que merece quando a mídia parar de usar a mulher como objeto sexual. Sabe as propagandas? Sabe os programas humorísticos? Sabe os reality shows e as revistas masculinas? Os programas de domingo com dançarinas semi nuas? Então, é assim que a mulher é vista como objeto e não é valorizada.

Pergunte para qualquer profissional da área de sociologia, política, comunicação, enfim, sobre isso.

Infelizmente é isso que o povo quer.

Nicole disse...

Ok, tenho que aceitar o xingamento pois ouvi o programa, me identifiquei e mesmo assim não comentei...

Mas fiquei pensando muito no assunto, afinal, como mulher que quer seguir carreira acadêmica sei bem o que é a pressão da família para lhe dar netos "quando terminar os estudos".

E esta é a questão: quem segue a carreira científica tem o objetivo de estudar sempre! Pesquisar. Como conciliar então?

Não é tarefa fácil, existe preconceito como mencionado no programa.
E neste ponto, devo concordar com o Israel sobre o machismo da sociedade que estipula que a mulher deve ser sempre sarada - em qualquer idade, a qualquer custo; sem falar que se decidir não ter filhos é encarada como um monstro sem coração que nunca vai ser uma "mulher completa".
Infelizmente, acho que em nossa sociedade estes pensamentos ainda se perpetuarão por muito tempo.

Pressões, dúvidas, preconceito.
Mas felizmente tenho ótimos exemplos de professoras universitárias excelentes no que fazem, conquistaram seu merecido respeito na sua área e sem deixar de possuir uma família.

*Adorei o cartoon :)

Caruê disse...

O debate foi muito interessante em áreas como a biologia as mulheres são maioria em Química há um equilíbrio, já em física, matemática entre outras matérias existe predominância masculina. Seria puramente uma questão de preconceito e cultural esta disparidade? Se existe uma disparidade na conjuntura cerebral do homem e da mulher é evidente que haveria de ter uma tendência vocacional. Não estou aqui propondo a divisão sexual do trabalho ate por que um ´´cérebro`` masculino pode estar no crânio de uma mulher e todas as habilidades e defeitos masculinos presentes o oposto também é provável. É ingenuidade tentar equiparar percentualmente cérebros ´´distintos`` no meio acadêmico.
A questão dos macaquinhos foi bem interessante juntamente com o aleitamento e do amparo é fundamental para a presença feminina nas universidades. A única coisa que me incomodou foi este saudosismo ao cérebro feminino que não deve ser tratado nem melhor nem pior do que o masculino, além disso eles são apenas um estereótipo na pratica é como a cor do brasileiro talvez exista o branco, talvez exista o preto, mas 99% esta entre os dois num degrade de infinitas possibilidades.

Marcia Barbosa disse...

Caruê e demais

Embora haja mais mulheres em química, por exemplo, elas não estão em posicões de comando. Dêem uma olhada nos Comitês acessores do CNPq e a maioria gritante
é de homens.

Volto a dizer que o fator social e de ter mulheres modelo é fundamental. Senão como explicar 1% de física na Alemanha contra
mais de 20% na Franca?

Ou o pequeno percentual no Japão ?